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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Faze-me justiça ó Deus!



Alejandro Bullón 

“Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto.” Salmo 43:1. 

Uma senhora perdeu a guarda do filho, só porque o marido tinha muito dinheiro e contratou os melhores advogados. Ela estava revoltada e decidiu fazer um trabalho de macumba contra o marido. Foi nessas circunstâncias que ela conheceu o evangelho e aceitou Jesus. 

Para aquela mulher e tantas outras pessoas que sofrem injustiças, a oração do salmista deve ter muito sentido. Fraude e injustiça andam de mãos dadas. O fraudulento usa a mentira, o disfarce, o engano e a astúcia como armas. Ele compra consciências e acha que tem o controle da vida. 

Quando você é vítima de alguma injustiça, pode chegar até o fundo do poço. Foi assim que Davi se sentiu. Ele disse no verso 2: “Por que me rejeitas? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?” Rejeição e opressão. Não há nada mais doloroso do que se sentir rejeitado. Nada mais humilhante do que estar oprimido. A vítima da injustiça perde a autoestima e cai na depressão. 

Aonde vão os filhos de Deus diante das adversidades? Quando você acha que a vida não está sendo justa com você, quando bate às portas das oportunidades e todas se fecham? 

O salmista sabia aonde ir. Ele implorou a Deus por justiça. “Faze-me justiça, ó Deus”, ele clamou. Fazer justiça, do verbo hebraico shapat, tem um sentido jurídico. Shapat expressa a atividade de uma pessoa que atua como intermediária entre duas partes que estão em conflito. 

Na vida espiritual, também existe um conflito permanente. Não é justo o que o inimigo faz com os filhos de Deus na Terra. Não é justa a maneira como ele destrói famílias, estraçalha sonhos e acaba com as pessoas. 

A morte de Cristo na cruz do Calvário foi a resposta divina ao clamor humano. Nunca houve e nunca haverá ato vindicatório maior que o sacrifício de Jesus na cruz. Por isso, hoje, não se sinta diminuído diante das injustiças da vida. Levante a cabeça, olhe o horizonte de oportunidades que Deus apresenta diante de você e clame: “Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto.” 


Alejandro Bullón 

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